Em diversas reuniões, projetos, ou novas empreitadas, é comum ouvir o termo TCO – Total Cost of Ownership.
Mas, o que significa o TCO?
Total cost of ownership, custo total de propriedade. Este é um cálculo que visa levar em conta todos os custos envolvidos no uso de um determinado equipamento ou solução.
Por exemplo, o processador A custa US$ 100, enquanto o processador B custa US$ 200. Porém, o processador A consome mais energia o que encarece a conta de luz em US$ 5 ao mês. Levando em conta que os dois serão usados durante 10 anos antes de serem substituídos, então o TCO do processador A seria US$ 500 mais alto que o do processador B, mesmo que o custo inicial seja mais baixo.
Naturalmente este exemplo é apenas um exemplo simplificado. Os cálculos de TCO levam em consideração o custo do sistema como um todo, incluindo tanto o hardware quanto os softwares utilizados, mão de obra para instala-lo, treinamento de funcionários, energia elétrica, medidas de segurança (alarmes, vigias, no-break, para-raio, etc.) tempo de serviço perdido por panes no sistema, possibilidade de perda de dados e assim por diante. (texto do Clube do Hardware)
Custo Total de Propriedade
Uma rede de computadores oferece serviços aos seus usuários. Além do custo de aquisição dos sistemas, tem-se adequação/compra de hardware, treinamento/contratação dos usuários, disponibilidade de suporte técnico, escalabilidade, custos com migração, entre outros. O simples funcionamento de um computador na rede de uma empresa apresenta diversos encargos financeiros associados, tais como o custo do hardware, do sistema operacional, das aplicações e da manutenção do conjunto em utilização. Ao total destes encargos, podemos chamar “Custo Total de Propriedade” (Total Cost of Ownership) ou TCO do posto de trabalho.
Definindo TCO
O Custo Total de Propriedade pode ser definido como um modelo do ciclo de vida de um equipamento, produto ou serviço, que considera os custos de aquisição, propriedade, operação e manutenção ao longo de sua vida útil.
O TCO também inclui os valores associados ao uso ou gozo do bem/serviço em seu máximo potencial. Itens como treinamento de usuários, manutenção, auditoria, avaliação, implantação, pós-venda e gerenciamento dos processos de desenvolvimento/fabricação do bem/serviço também constituem o Custo Total de Propriedade que pode ser aplicado tanto para o fornecedor quanto para o usuário.
O TCO também possui componentes indiretos, como suporte e treinamento. As empresas podem lançar mão de ferramentas de gerenciamento para identificar exatamente o que hardware e software representam em uma determinada instalação, permitindo criar modelos de economia a partir da migração para hardware e software com configurações padrão de mercado.
Por esse motivo, a figura do TCO passou a ser um elemento fundamental no cálculo dos custos de instalação e manutenção não só dos equipamentos de informática e redes de comunicação, mas também de todos os departamentos que tenham qualquer tipo de facilidade advinda dessa tecnologia.
Controle de custos
A tarefa de implantar e manter uma grande infra-estrutura de gerenciamento pode tornar-se onerosa e adicionar sobrecarga de trabalho às equipes de rede, o que vem aumentar o Custo Total de Propriedade.
Reduzir o TCO é uma prioridade e um desafio contínuo para praticamente toda empresa. Mas como extrair o máximo das informações pelo menor custo? A questão do TCO relativo a cada uma das soluções oferecidas pelo mercado (somatório de todos os custos para implantação e manutenção) é extremamente relevante, pois se trata de um relacionamento de longo prazo. Neste caso, as opções para gerenciamento do ciclo de vida de informações da empresa permitem obter o máximo dos recursos disponíveis com o TCO mais baixo em cada estágio do ciclo de vida.
O TCO bem estruturado em estudos e projetos possibilita uma redução de custos de até 40%, entre outros benefícios, especialmente para pequenas e médias empresas.
TCO na segurança
A segurança dos sistemas de informação de uma empresa representa a proteção de um bem ainda imensurável, mas que todos os envolvidos têm certeza de se tratar de um item fundamental. Por exemplo, quando uma informação é perdida devido à infecção por vírus (um arquivo, um projeto, uma pesquisa, um estudo estratégico ou qualquer outro dado que tenha custado muitos homens-hora para ser produzido), o administrador da rede teoricamente poderia recuperá-la através de cópias de segurança. Embora a política de segurança da maioria das empresas tenha como item obrigatório a manutenção de cópias periódicas dos arquivos, muitas vezes elas são esquecidas ou feitas parcialmente, prejudicando a recuperação dessas informações.
A perda das informações representa atualmente um custo oculto que poucas empresas conseguem dimensionar, por isso mesmo altera de maneira significativa o cálculo de propriedade de qualquer bem de uma empresa que utilize a tecnologia no seu dia-a-dia.
A adoção de uma política de segurança eficaz engloba um longo processo de análise dos ambientes, sistemas e pessoas e seu desenvolvimento e sua implementação precisa ser acompanhada de perto por profissionais de todas as áreas envolvidas. Afinal, uma política de segurança custa menos do que um dia de perda de informações.